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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

HILÁRIO ELEITORAL PART 1


Como eu adoro ano de eleição. A dos Deputados e Vereadores são as melhores! Mas, neste ano, vamos ter os nossos queridos anônimos deputados que só aparecem nesta data especial.
Gente, eu adoro assistir os cinqüenta minutos inteiro. Claro, antes eu odiava e tinha até medo da propaganda do Partido Verde quando eu era pequeno. Eu me lembro de uma que era horrenda, uma explosão no planeta, depois uma caveira, um bombom bomba, sei lá tive que fazer terapia para esquecer isso tudo.
Mas hoje não é tão diferente. Hoje temos coisas mais estranhas. E vamos tentar listá-las então:

PRIMEIRO: Mori – Seu Miagui / Deputado Federal PC do B – RJ
O cara se aproveitando da morte do maluco?

SEGUNDO: Mouralidade / Deputado Estadual PRP –RJ
Meu Deus???????

TERCEIRO: Miss Edilson Haylander / PTC – AM Deputado Estadual
Este cara é indeciso, ou é miss ou é ator! Putz!

QUARTO: Colesterol / Deputado Estadual PT do B – SE
Bom, MacDonald’s deve amá-lo! Mas o que este infeliz quer com isso?

QUINTO: Magaiver / PR –AL / Deputado Estadual
O cara acha o que? Que vai fazer do grampo e de uma tampa de caneta Bic o fim da corrupção?

SEXTO: Doutor Uray Por Nós / Deputado Estadual PRB –PB
Este deve ser clínico, mas como faz muita merda quer mudar para cirurgião plástico! Credo! Ou pior Acho que a intenção não é só imitar o Dr. Ray e sim zoar com “Orai por nós”, o que na política, principalmente com um candidato desses é bem necessário.

SÉTIMO: Pirulito do Amor / PSOL – AC Deputado Estadual
Poxa, na boa, qual partido quer seriedade com isso? Pirulito do Amor? Meu Deus, parece pornografia!

Este é o fim do Hilário Eleitoral. Não percam, pois assim como na TV e na Rádio, aqui você também será pressionado a ler o que virá!

sábado, 11 de setembro de 2010

SISTEMA IGUAL A MULHER


SEGUE UMA INFORMAÇÃO IMPORTANTE!!!

1. Uma célula humana contém 75MB de informação genética;
2. Um espermatozóide contém a metade, o que significa 37,5 MB;
3. Um mililitro de sêmen contém 100 milhões de espermatozóides;
4. Uma ejaculação média dura 5 segundos e contem 2,25 ml de sêmen;
5. Isto significa que a produção dos membros de um homem igual a 37,5 MB x 100.000.000 x 2,25) / 5 = 1.687.500.000.000.000 bytes / segundo = 1,6875 Terabytes / segundo.

Isto significa que o óvulo feminino suporta esse ataque DDoS de 1,5 terabytes por segundo, e é permitida a passagem apenas de um único pacote de informação… o que faz com que a mulher seja considerada o melhor firewall do mundo.

A má notícia é que, este único pedaço de informação que passa, faz o sistema travar por cerca de nove meses ...mas todo firewall tem seu bug, não é?

O RATO



Após visitar alguns sites encontrei uma resposta idiota para uma pergunta mediocre!


QUAL A CERVEJA DO RATO?







RESPOSTA: MOUSEBIER


Quanta falta do que fazer rsrsrs

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

PARA UM VÔO TRANQUILO


O que fazer no avião quando o passageiro do lado é um chato
PASSO 1. Tirar o laptop da mala;
PASSO 2. Abrir o laptop devagarinho e calmamente;
PASSO 3. Ligar;
PASSO 4. Assegurar-se de que o vizinho está olhando;
PASSO 5. Ligar a Internet;
PASSO 6. Fechar os olhos por breves momentos, abri-los de novo e dirigir o olhar para o céu;
PASSO 7. Respirar profundamente e abrir este site: http://www.myit-media.de/the_end.html
8. Observar a expressão facial do vizinho.

GENTE, PODE COLOCAR O LINK!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

AO SETE DE SETEMBRO, NO DIA OITO


Eu sei que hoje é oito de setembro, e todo aquele glamour do Sete de Setembro já se foi, mas vou contar aqui um ato meu de manifestação. Rebeldia política contra esta ponta da pirâmide que todos criticam, tentam derrubar e no fim só querem um lugarzinho lá em cima.
Era um sete de setembro de algum ano destes aí! Eu estava novo. É, bem mais novo, um adolescente. E resolvi fazer parte do “Gritos dos Excluídos”, que acontece (ou acontecia, nem sei mais) atrás do desfile original, na Avenida Presidente Vargas, aqui no Rio. As pessoas protestavam contra a polícia, contra a política de roubalheira, contra o fim do passe livre, contra alguma coisa que pra elas estava errado, e no fim, era uma miscelânea de gente insatisfeita. No meio daquele povão, eu, assim como muitos caras pintadas, nem sabia o que estava fazendo. Quando estava gritando “fora alguma coisa” enquanto queimavam uma placa com nomes, ouvi alguém dizer: “Vamos virar o carro!” Sim, tinha um carro da polícia parado impedindo a movimentação, e como todos estavam bem alterados, alguém teve a idéia de virá-lo. Era um Gol, daqueles pequenos, que certamente umas dez cabeças conseguem virar facilmente! E vi as pessoas ao meu lado irem em sua direção, então fui, como um belo atuante no meio da massa. Corremos para ele, que estava vazio, lógico! Pois não somos burros! E com toda força bati de ombros nele e coloquei minha mão por baixo, fazendo a maior força do mundo. Na hora não reparei, pois estava de olhos fechados, buscando força interior, mas os carinhas que mais gritavam já haviam parado no meio do caminho, resultando somente na minha pessoa branca e aparentemente atordoada por alguma substância química ou alucinógena, para querer levantar um carro com as mãos. Quando me dei contas, olhei somente o pé calçado do policial me encarando.
— O que você pensa que está fazendo, Superman?




Eu não tive uma resposta para ele, que esboçou um sorriso de incredulidade no rosto.
Ele me segurou pelo braço, colocou-me dentro da viatura com outro policial e me levou para o batalhão.
Eu nem fiquei com medo.
— Que merda, vou morrer!
Eles me levaram para uma sala grande, a da recepção, e me apresentaram para o delegado:
— Aí, Silveira, este aqui é o Superman!
— Supermam? — o sujeito troncudo me olhou por cima dos bigodes, parecendo uma lontra e continuou. — Como assim, que história é essa?
— Ele tava sozinho tentando levantar a viatura da gente no meio da passeata lá!

Eu só fiquei desejando não ser fichado, estava quase me formando, não podia me sujar assim! Ainda não tinha direito a uma cela especial!
Eles ficaram rindo, chamaram quase todos que trabalhavam para me apresentar, até a faxineira! Por fim me deixaram duas horas lá aguardando.
— Poxa, se o senhor não vai me fichar ou prender, eu não posso ir embora? – perguntei.
— Pra que? Vai que você volta pra lá e desta vez tenta virar um ônibus?
Começaram a rir. E terminou assim. Para a minha sorte, toda vez que passava por lá para trabalhar, sempre um engraçadinho gritava:
— Vai, Superman! Vira um carro não, hein!
Ou ainda:
— Cadê a cueca por cima da calça?

E fiquei conhecido assim, como Superman, por aquele batalhão durante anos trabalhando lá perto e passando em frente a ele todos os dias!

sábado, 4 de setembro de 2010

QUANDO ADOLESCENTE


Diferente da felicidade da menina ao receber o coração na imagem ao lado isso nunca acontecia comigo.
Adolescência, como poderia descrever esta fase tão conturbada, tão estranha e cheia de conflitos? Quando passei por ela era tudo tão estranho! Eu, com uma cara cheia de espinhas e sem qualquer chance de conseguir uma parceira para se vangloriar. Sim, era terrível. Digamos que as minhas chances de sair com uma menina nesta fase era uma pior que a de alguém ganhar na Mega-Sena hoje. É, porque mesmo estatisticamente ainda ha margem de erro, a minha não tinha. De dez investidas era certo pelo menos onze “não”. Sempre tinha uma que gostava de acentuar bem.
Eu me importava muito. Até porque, todos os caras que conhecia estavam começando a namorar e eu, nem beijar tinha beijado. Nossa, como era chato isso. Mas até quando eu tentava elogiar alguém eu não conseguia. Uma vez tentei dizer para uma garota que não importava a roupa que usava, ela estaria sempre linda, pois ela deixava a roupa bonita. Viu, aqui até pareceu inteligente, educado, e galanteador, talvez um pouco. Quando eu tentei falar isso, a menina entendeu que ela se vestia mal, e mesmo qualquer outra roupa linda, ela ainda seria a mesma! Foi um desastre. Eu era terrível. Nas festinhas do colégio tinha sempre que dançar com a professora, quem iria querer eu? Ninguém! Então eu ficava na minha, tentando abordar, criar uma abordagem legal, que me desse ao menos o benefício de tocar a mão de uma menina. Tudo era frustrado, até mesmo quando um colega, da época tentando “ajudar”, sim, ajudar segundo ele, pois eu gostava de uma menina que ele conhecia, o cara teve a coragem de ir falar com a garota “por favor” e palavras do tipo “coitado”. Credo, foi horrível, mas ele teve boas intenções, ( no inferno ta cheio).
Bom, assim segui minha adolescência. Vendo os pares se formando e eu sobrando. Eu não era o patinho feio. Da forma como me olhavam eu era um ornitorrinco, não sabia se era ave ou mamífero. Quem me dera se fosse ao menos um sapo, pois com um beijo poderia virar um príncipe, mas também estava mais para girino! Então, para me afugentar destas coisas decidi ignorar. Só depois de todas as investidas possíveis comecei a escrever músicas, histórias e estudar, como um bom CDF. E assim com o tempo me livrei das espinhas, e desta “maldição”. Sim, somente depois desta fase, quando já era um jovem adulto!

MEU VÍCIO QUASE MATA




Quando criança eu era um viciado. Sim, e não tenho vergonha de relatar isso aqui. Era viciado em vídeo-game. Ah, se era! Não tive o Atari, era caro e um pouco ultrapassado até mesmo para mim. Mas tive um Dynavision III! Não era o II ou o I era o III. (grandes merdas de 8 bits. Bom, mas era meu e curtia muito Mário Bros III entre outro joguinhos.)
Para ter um tempo só com ele valia tudo: fingir está doente, matar aula, acordar na madrugada para jogar e até mesmo levar, numa tentativa frustrada para o banheiro e assim poder jogar em paz. Tudo isso era válido, mas uma das piores coisas que já fiz para nunca ser atrapalhado neste momento único que era matar o chefão e passar da final foi na casa de um amigo.
A gente sempre se juntava para jogar, e quando isso acontecia tudo era motivo para rir, rir mesmo, de ficar sem ar depois. Mesmo sem saber o que era ao certo. Pois bem, foi assim nosso grande erro. Nós tínhamos muitos coleguinhas que queriam somente jogar com a gente, mas poxa, Mário Bros só dar no máximo para duas pessoas, então loucamente, depois de varias vezes ter de atender a porta de ferro com um desses chamando, tivemos a infeliz idéia de nos defender dos chatos.
Pegamos um fio do abajur, cortamos e uma das pontas colocamos na tomada. (ficou bonitinho, tínhamos futuro como eletricistas.) E a outra parte na maçaneta de ferro da porta. Pronto, a coisa estava feita. Quando o primeiro mala colocou a mão na maçaneta recebeu uma descarga de energia que com um grito meio pra dentro, muito doido largou e saiu chorando sem entender o que havia acontecido. Ríamos tanto disso, depois foram outros, e largavam, eram gordinhos, talvez a carne deles ajudavam a conseguir largar. Mas o pior aconteceu. A gente se divertia com isso, até que a irmã caçula dele chegou. Gente, a garota devia ter no máximo 9 ou 8 anos. Quando ela colocou a mão na maçaneta, ela ficou presa. Seus cabelos que já não eram lá bons conseguiram piorar. Ela gritava! E parecia até que as pontas dos cabelos já fumegavam quando eu olhei para ele e falei pra desligar o troço! Eu pensei: vai morrer! Ele numa atitude mais estranha que já vi, levantou, largou o controle do vídeo-game no sofá e correu para o banheiro! Ele entrou, fiquei esperando alguma resposta a ação dele. Nada! Ele se trancou e ficou por lá enquanto a irmã dele virava torrada! Eu sem pensar muito, peguei uma vassoura e lasquei no fio para ela largar. Consegui, a garota caiu no chão meio desacordada, mas no fim estava bem. Recobrou os sentidos umas duas horas depois.
O pior de tudo nisso, foi a reação dele! Depois fiquei perguntando. Cara, o que você foi fazer no banheiro! E até hoje não entendi, pois nem ele sabia ao certo o que foi fazer lá!
Um conto de um viciado em vídeo-game. Nunca deveria ter feito isso, a irmã dele, bem, acho que o choque lhe fez algum mal!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

CERTA VEZ...


Quem nunca cometeu alguma ação insana?
Quem nunca fez uma grande merda quando adolescente?
Quebrou algo caro! Foi para um lugar que não devia! Ou falado demais?

Bom, a história que vou contar é verídica e sim, estive nela como a maioria das vezes.
Estava eu com mais uns três amigos conversando na calçada de onde moro. Sim, sobre vídeo games, revistas e filmes! Tinha 17 anos, eu era apenas uma “criança”!
Neste tempo não tinha “caveirão” (blindados da polícia). Tínhamos o famoso camburão!
Resumindo a história. O camburão vendo quatro jovens na calçada nos parou.
Fomos revistados. Nada encontrado é claro! Apenas espinhas nos rostos e hormônios para dar e vender! Quando os simpáticos policiais (Simpáticos na ironia, ta?) Acabaram de revistar e entraram no “camburão”. Um de nós soltou a infeliz piada!
“Deve ser confortável aí dentro”! Gente, o carro já tinha andado uns dois metros, ele parou com uma freada. Voltou e saíram dele dois policiais já perguntando:

— Quem falou isso?

Todas as mãos, exceto do infeliz, do demônio que falou estava direcionado para ele.
Simpaticamente o policial disse:

— Confortável? Entra no carro e “vamo” ver o que acha!

Senhores, o animal que falou teve de entrar e passear com os caras simpáticos pacas no camburão da polícia por horas! Quando o carro virou a esquina a gente não conseguiu segurar! Rimos até não poder mais, claro, depois ligamos para a família do troglodita e avisamos. Ele foi encontrado caminhando descalço uns quilômetros de lá!
Ele não sofreu nada, apenas o susto e aprender a não falar quando se deve calar-se!

SOU MAIS QUE UM


Eu já sorri.
Já chorei.
Já fingi dor.
Já enganei.
Fiz promessas em devaneios.
Fiz devaneios com as palavras.
Já sorri sem graça.
Já perdi a calma.

Já troquei as palavras.
Já roubei as palavras.
Já enjoei.
Já encantei.
Já fiquei sem graça em meio a nada.
Já nada em meio fiquei.

Troquei de roupa com ajuda.
Fiz de uma calça bermuda.
Fiz de limpo coisa suja.
Fiz de mim, mil pessoas.

Tudo foi por opção.
Até mesmo as minhas lágrimas.
Meu sorriso vem do coração.
Sou apenas um em milhão.
Para tudo isso, devo um lugar.
Para todos que já fui e serei.
Eu sou de pobre a rei.
De Deus a um fraco.
Sou nada e tudo.
Sou assim graças ao teatro.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O GRANDE VAZIO


Certa vez ouvi uma história...

Havia um jovem que desde que se conhecia por gente sempre sentiu falta de alguma coisa. Quando ficava com os colegas, desejava ter mais que isso. Via as outras pessoas em duplas, com seus pares andando sorridentes e pensava: “Nossa, me falta uma menina.” Logo tratou de arranjar uma namorada (não foi tão fácil, demorou um tempo). No início foi ótimo, anestesiante, mas depois aquela falta incompreensível que sempre sentia voltou com mais força. Isso foi horrível. Tentou sanar com artes, desenhando. Nada. Depois decidiu com música, criou uma banda, e nada também. Resolveu então escrever. Putz, nada que passava, tudo ficava ainda faltando algum pedaço. Fez diversas loucuras, experimentou muitas coisas para tentar descobrir esta falta, entender e poder assim ocupar este vazio, até que um dia, refletindo sobre esta parte vazia em si encontrou um senhor que lhe perguntou: “Você já teve tudo nesta vida?”

— Não tudo, mas já fiz muitas coisas, experimentei muitas coisas, mas nada me sacia, me completa por inteiro!
O homem o olhou bem, examinou a figura dele e voltou a falar:
— Qual é a única coisa que não podemos ter com a vida?
O jovem ficou perplexo com a pergunta. Ele tentou lembrar-se de qualquer coisa próxima que ele pudesse dar como resposta, mas nada veio a mente. Depois de uns minutos se preparando para responder desistiu.
— Não sei.
O senhor ficou feliz em ouvir aquilo. Satisfeito deu-lhe a resposta.
— A morte meu filho! A única coisa que falta para uma pessoa com a vida é a morte, e esta sempre nos completa no fim, fazendo desta maneira parte da nossa caminhada. Tudo o que você desejar, querer ter será meramente ilusório e terá sede novamente, mas se deseja tanto que seja completo, a única coisa que lhe falta depois da vida é a morte.

Desta maneira o jovem percebeu que tudo o que desejava era momentâneo e não duradouro. Temendo a única parte que lhe faltava desistiu de ser completo, e aceitou ser uma falha perfeita.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

BATALHA PESSOAL DE THYAI


A espada estava reta e erguida com certa dificuldade pela sua mão direita. Ela tremia em alguns momentos, mas a mantinha firme juntamente com seu braço. A lâmina estava úmida com o sangue azulado da criatura que estava contra a parede de sobretudo preto e capuz que escondia os seus olhos, ou ao menos tentava, já que o branco salpicado de amarelo deles era nítido no escuro. A respiração de ambas as partes eram fortes. Seria possível ouvir até mesmo os batimentos pesados dos corações senão fossem as explosões de naves e tiros de fora do grande salão naquela noite. A guerra continuava. Mesmo que para eles dois havia dado certa trégua. A jovem que segurava a espada era Thyai, uma humana nascida no reino de Kadan. Piloto desde pequena que agora se via como um soldado. A criatura acuada era a que Thyai caçou por toda sua breve vida. Um Faile. Faile era a raça mais violenta de todo o sistema solar Jeru. Eles não eram sociáveis, e sua capacidade de batalha era temida por todos os reinos da Aliança, mas naquele momento a figura contra o fim da sala com uma única saída atrás de Thyai não parecia tão perigosa assim. Segurando sua arma, uma lança de duas pontas laminadas não parecia ter mais forças para lutar, aguardando somente os passos da jovem de cabelos cinza abaixo dos ombros.
Thyai trincava os dentes encarando-o, e em meio às explosões que tremiam as estruturas do local diz:
— Maldito! Você vai pagar pelo que fez!
O olhar de Thyai se perde por um breve momento. Um momento que ela não teve como se conter: Em sua memória surgia a imagem de uma casa num grande campo, com pastos e uma nave estacionada a frente. A vista era completa com um belo pôr dos sois. Ela, uma menina de oito anos de idade corria para ver seu pai que acabara de chegar da guarda real de Kadan, quando pôde ouvir os gritos. Primeiro saem correndo da casa seus dois irmãos, ensangüentado e mortalmente feridos. Um a um cai próximo a nave de seu pai. Depois sua mãe, e por ultimo um senhor com uma pistola nas mãos. Ele atirava, corria e com seu olhar procurava algo ou alguém. Quando avista Thyai, a coloca dentro da nave e programa para que saísse de lá. Segundos depois, tão rápidos que nem mesmo ela pôde perceber, dois Failes se aproximam e o matam cortando-o. O sangue espirra no painel da nave, e o sangue de seu pai foi tanto que escondeu a pequena garota atrás do vidro. O corpo sem vida cai sobre ele, podendo ser visto o ultimo olhar de seu pai. Ela, mesmo ainda muito jovem ver um dos failes arrancarem seu cordão, como barganha.
Ao retornar para a cena que a aguardava ela fixa seu olhar no cordão que a criatura carregava em seu pescoço, o mesmo de seu pai. Seu ódio aumenta, o sangue que escorria de sua testa e braços fazendo um rastro pelo caminho que havia seguido já não importava. Ela tinha a chance de se vingar, de fazer o que nenhuma outra criatura conseguiu fazer, ferir ou matar um Faile. A jovem carregava em seu pescoço um cordão semelhante, mas algo ainda faltava em sua vida, nem que fosse por um breve momento do que restara dela. Ela fixa seu olhar na criatura, que num lapso leve pôde perceber que a jovem esteve viajando em sua memória, e começou a observá-la mais.
— Tire o capuz! Vamos! — rosnou em palavras Thyai balançando nitidamente a espada.
O Faile bem devagar retirou o capuz com uma das mãos, e logo foi possível ver seu rosto. Sua pele escura, olhos amarelados e esporas saindo de sua pele como espinhos curvos para trás. Não era humano, mas uma coisa foi reconhecida por ela, se tratava de uma criança. Mesmo sendo um Faile era uma criança, foi possível perceber naquele momento.
E Thyai saiu da realidade novamente para sua memória sem poder ter muito controle. A casa era vista, a paisagem estava ainda mais linda e de relance ela poderia crer que estava vendo sua família viva, acenando para ela.
— Ainda não! — Gritou uma voz em sua memória.
Ela estava novamente frente à criatura acuada. E com um pouco de força sendo visível em seu olhar disse baixo:
— Uma criança?! Você é uma criança?
Ela sabia no seu íntimo que não mais conseguiria finalizar o que iniciou, não era como planejado, não havia sido ele quem matou sua família, com certeza seu pai, pois assim seguia a tradição de um Faile, mas ele não era o responsável direto. Thyai mesmo sabendo que ele nunca, jamais pensaria desta forma e que na primeira oportunidade a mataria não conseguiu pensar como um Faile, nem mesmo em seu mais puro ódio revelado.
A criatura havia percebido isso e quando a espada que estava direcionada para ele baixou apenas alguns centímetros, foi o tempo que ele teve para em dois movimentos retirar da mão da jovem e cortar a garganta dela até o peito. Ela não agüentou e com seu sangue jorrando em pulsar ao chão ela caiu para trás. O Faile andou por ela ainda visivelmente ferido, mas havia conseguido escapar da sua morte certa. A jovem não entraria na história de Jeru com tal proeza, nem mesmo se vingaria de sua família, assim era certo. Ele agachou-se, retirou seu cordão ensangüentado. Ela ainda com um ultimo movimento ergueu o braço para retirar o de seu pai que nele estava. O Faile parecia não se importar e permite que fique.
Neste momento as memórias voltam mais nítidas que antes, mas assim ela luta para voltar à sala escura e úmida de sangue.
— Ainda não! — bradou em sua memória tão alto que saiu em forma de palavras audíveis no salão.
Com bastante força ela retorna ao seu sangue que a sufocava. O Faile ao caminhar para a saída pára com um sinal dela, cuspindo o sangue da garganta.
— Espe...re. — conseguiu falar em meio a tanto sangue.
A criatura parou com seu olhar vazio e esperou. Thyai tirando de sua roupa um pequeno aparelho com uma luz verde piscando bem de leve o aperta. O cordão que outrora fora dela explode. O sangue azulado da criatura voa para cima de si. Os pedaços da capa e de seu corpo ficam espalhados por todo o lugar. Ela mal conseguia abrir os olhos com a sujeira que a encobria, mas novamente tentando falar ela diz:
— Agora... sim! — Ela volta para suas memórias que desta vez se confundia com a realidade. O sangue da sala, a espada, a capa e o Faile já não passavam de uma vaga lembrança. Ela correndo por detrás do monte perto da casa conseguia ver sua família tão próxima que não hesitou em gritar seus nomes. Chegando os abraçou e todos a receberam com grande felicidade, parecendo nunca ter existido um Faile, mortes, guerra, espada, explosões, naves, dor, ódio, desejo e sangue.

SIGLAS



Sigla.

Estava observando um estranho fato sobre as siglas. No dicionário está definida como “seqüência formada pelas letras ou sílabas de palavras que constituem uma expressão”. Sim, esta é uma bela definição para aquelas letrinhas que nós brasileiro conhecemos tanto, no entanto, o que constatei sobre elas é que estranhamente em sua maioria são sempre de algo ruim. Isto mesmo, ruim! Vamos aos exemplos!

Siglas para Partidos Políticos! Exemplo perfeito de negatividade.

Siglas para Facção Criminosas – o que não nos falta principalmente no Rio e São Paulo.

Siglas para Burocracias – tribunais disso e daquilo.

Siglas para Doenças graves e terminais.

Siglas para quando um nome é grande demais e seu portador tem na maioria das vezes vergonha dele.

Entre outros exemplos que podem ser acrescido aqui! Sigla é quase um derivado de que você tem que ficar de olhos abertos!
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